sexta-feira, 31 de outubro de 2008

O Desenho de Deus




Uma professora de creche observava as crianças de sua turma desenhando.
Ocasionalmente passeava pela sala para ver os trabalhos de cada criança. Quando chegou perto de uma menina que trabalhava intensamente, e perguntou o que desenhava. A menina respondeu:

"- Estou desenhando Deus!"

A professora parou e disse:

" - Mas ninguém sabe como é Deus!"

Sem piscar e sem levantar os olhos de seu desenho, a menina respondeu:

" - Saberão dentro de um minuto!"


(...)


ahahahahaha


Fala sério, essa é minha filha!
Esse textinho, engraçado, li na apostila do meu irmão. Que criança compenetrada e inteligente. Tá melhor do que eu! Se tudo fosse tão simples como as crianças pintam, o mundo seria um "borrão", porém de longe uma obra de arte...haha

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Os Tagarelas


Tendo em vista que eu escrevia diariamente, acabei abandonando o blog por um tempo considerável. Bom , o motivo foi que eu achava estar muito repetitivo e pessoal. Mas cá pra "mim" ( eu sei, sei... mim não ser índio), o que é um blog? Um diário?! O que se escreve em um diário?

Pois é, dane-se, se parecer repetitivo, se a repetição for boa, é sinal de que meus dias têm sido bons. E volto a escrever sobre meus dias...


( A propósito, esse abaixo não foi bom..hehe)


Terça-feira, 28 de Outubro, as 20:20...


- Corre, corre!
- Não empurra, porra!
- Cuidado com o rapaz no chão!
- Porra, desencosta!
- Moço, esse é o Japerí, né?
- É sim!
- Ah! Valeu...


(...)


Isso foi o que ouvi e falei ( Moço, esse é o ...) na minha volta pra casa. Sim, volto de trem e é sempre uma doideira, enfim; Os atrasados (eu) chegaram na hora que o trem estava de saída e começaram o empurra-empurra, ninguém queria esperar o próximo. Tinha um moleque novo sentado no chão (Fala sério! Pisei três vezes no pé dele, foi sem querer mas...foda-se!), e aquela lata lá ,lotada, cheia de pessoas cansadas e fedorentas( eu estava cheirosinha...hahah) entrei sem pedir liscença, pois o povo de trás fez o favor de me por pra dentro.

Demorou pouco menos de 2 minutos pro povo se acomodar da melhor maneira possível ( uns em cima dos outros), eu expulsei um corôa, meti o maozão no ferro e empurrei a mão dele; pronto, podem empurrar agora, estou segura!


Naquela correria pra "pegar" o trem não dei conta de que estava longe da porta que me daria saída, e quando aquela joça está cheia, fica intransitável ( lógico!). Como eu sairia dali? " Vou passar do ponto". A cada "mexida" que alguém dava, eu aproveitava pra roubar o lugar e me aproximar da porta ( hehe), até que me fudi, parei ao lado de um tagarela.

O cara começou a falar das medidas dele ( por causa da falta de espaço, o cidadão decidiu falar o que eu estava vendo : " o homem era enorme!"): " - Tenho tanto de altura, peso tantos k , calço 40 e caralhada... minhas roupas são todas reajustadas, bla, bla, bla..." . Eu queria ter dito : " E eu com isso? ", mas temi , afinal o cara era um gigante. Uma porrada dele me faria ver Jesus. O que eu disse foi : " Ah! legal.... você é mesmo grande!".


Bom, o cara não parou de falar, e falava cada vez mais e mais alto, pois sou surda e só respondia "Hã?" , um outro cidadão se identificou com o monólogo do Golias e virou-se para nós : " puts! outro gigante!" me senti uma anã, logo eu que não sou baixinha. Enfim, os dois tagarelando e eu com aquelas respostas monossilábicas ( nem sei se essa palavra existe, mas vocês me entenderam, rs). Não é que eu quase perdi a hora de sair do trem? É que a conversa tomou um rumo , digamos, estranho. Os dois gigantes trocavam elogios e começaram a falar daquele jeito suspeito, a falta de educação tomou conta de mim, aí sim prestei atenção na conversa, mas é segredo, ficou só entre os passageiros do 20:20.

Eu? Bom, eu desejei boa noite a eles e saí. Espero que tenham se entendido e não tenham se machucado, porque, cá pra NÓS , os caras eram ENORMES!



bye bye!

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domingo, 28 de setembro de 2008

Sósia

Mas que desagradável mania tem a humanidade de se tornar subtamente parecida com o amor da gente:
Todos roubam a cara e os particulares sinais do amor que a gente espera, do amor que a gente erra. De tanto confundí-lo de longe na rua vou amando a poesia desse equívoco como quem menstrua em lugar de filhos.
A saudade arma um circo onde palhaços e garis têm cara do com quem eu seria feliz. Diante do meu nariz, vou jurando que é ele. Cada rosto, cada passo, cada traço vou jurando que é dele e me engano nas ruas bebendo nesse diapasão de uma perigosa e destilada bebida que se toma de ilusão.
(Elisa Lucinda)
Que coisa não? Então, lembrei de um texto que a cantora Ana Carolina leu em um dos shows que fez, o texto era da Elisa Lucinda ( atriz, escritora , jornalista e outras coisitas), não foi esse texto "Sósia", mas aqui quero postar esse, mais adiante postarei o texto "da Ana".

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

ELA...


Lá estava ela, outra vez no escuro, com aquele cabelo de guerra, um olhar que me seguia a cada passo que dava e o sorriso zombeteiro, meio cúmplice,sabe?Esta não foi a primeira vez que nos vimos, na primeira vez me assustei, quase me borrei, meu coração gelou de tal maneira que senti o frio correndo em minhas veias, ela estava no mesmo lugar de hoje, na janela da funerária. Me perguntei o que ela fazia ali, tarde da noite e sorrindo. Não parei pra saber a resposta, passei por ela e levei aquele susto pra casa comigo, até a esqueci por alguns dias.


Na semana seguinte ela estava lá outra vez, dessa vez os lábios tinham vida , mas o olhar e o cabelo eram os mesmos. Não sei o que acontece comigo, sempre que a vejo sinto um frio , medo. Pode ser por que tenho medo do escuro e sempre me deparo com ela à noite, na esquina da funerária , com a rua deserta . Talvez, né? Mas o fato é que ela me angustia. O que ela faz ali? Porque sempre me olha ? Pra que aquele sorriso medonho? Cruzes!


Tá bom concordo, todo mundo diz que é bobagem sentir medo quando a imaginação da gente prega peças e tal. Mas eu não comprei o ingresso desse espetáculo,enfim,odeio sentir medo, o pior é que minha imaginação sempre me sacanea, aí já viu, medo ataca! Mas não sou o ser mais medroso do mundo, sou apenas sincera com meus receios. Imagine-se andando em uma rua onde tem um cemitério e várias capelas na funerária da esquina, já pensou ter que passar por esses lugares depois da meia noite? Não tem uma alma na rua, a não ser a minha (eu acho) e ela na janela da capela. E aquela coisa lá sorrindo, com o cabelo de guerra e o olhar de sempre. Não dá, juro que não consigo não me assustar, mesmo sabendo que ao virar a esquina ela estará lá me esperando pro susto semanal. Semana que vem, quando tiver que passar por ela, não vou nem olhar pra capela... =X

sábado, 20 de setembro de 2008

A Natureza Que Escreve

" Sou um homem real, que sua, que mente, que disfarça que teme, que inveja e cobiça. Tive e tenho meus momentos de suicida. Não gosto que me conheçam aquém e além de um homem constantemente exposto ao erro e ao crime."

" A humanidade está necessitando , urgentemente, de afeto e milagre. Mas não sabe onde estão as mãos, nem os deuses. E, quando souber, vai achar que as mãos e os deuses são de mentira."

"O grande e verdadeiro amor ao próximo é aquele que ama os erros mostrados e pressupostos. O amor ou é desacanhado,destro, irrefletido... ou suor."

" De que serve viver tantos anos sem amor, se viver é juntar desenganos de amor?"

"Às vezes, me sinto muito só. Sem ontem e sem amanhã. Não adianta que haja pessoas em volta de mim. Mesmo as mais queridas. Só se está só ou acompanhado, dentro de si mesmo. Estou muito só hoje. Duas ou três lembranças que me fizeram companhia, desde segunda-feira, eu já gastei. Não creio que, amanhã, aconteça alguma coisa de melhor."

( Antônio Maria)

Artista multifacetado, A. Maria, foi crônista , produtor de rádio, escritor, caricaturista e compôs sambas e frevos para grandes artistas, como Aracy de Almeida e Nora Ney.

Não conheço ninguém, nem ao menos o Maria, mas não se faz necessário conhecer o dono da arte pra apreciar a beleza da obra. Afinal, os melhores escritores nos levam a convicção de que a natureza que escreve é a mesma que lê, e Maria fazia isso com perfeição. Nos trazia lembranças retratando o cotidiano em suas crônicas.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Qual é o Seu RG?

Outro dia eu observei um casal no trem, eram duas mulheres. Isso me fez lembrar do 1º bbb, onde o ganhador, André Gabé, não escondeu de ninguém a sua opção sexual. Me lembrei de uma determinada situação onde ele falou para outros participantes : “ As pessoas me aceitando ou não, eu me aceitando ou não, essa é a minha identidade, eu sou gay”. Aquelas meninas , assim como o André, viveram ali no trem a identidade delas, sem se importar com olhares reprovadores e ouvidos receptores de má fé. Parabéns pela coragem!
Pessoas costumam julgar pelas aparências,né? Se as garotas estivessem apenas sentadas uma ao lado da outra, ninguém notaria coisa alguma, a identidade ali seria hétero( mesmo que equivocadamente). O povo e sua mania de julgar pelas aparencias, cometemos erros, né?rs
Se uma pessoa tem cabeção : É paraíba
Se um rapaz é educado : É boióla.
As meninas da seleção de futebol : Bando de sapatão
Se vêem um negro correndo : É ladrão.
Homem branco na igreja (pastor) : É ladrão.
Homem negro na igreja (pastor) : É revolucionário.
Uma pessoa que ganha muito bem e não diz a profissão que exerce, os vizinhos dizem: É dono da boca.
Fulano se candidata a algum cargo político : Quer ganhar mole.

(...)E por aí vai. Outra coisa “interessante”, são os recém formados, ou pessoas que estão cursando algo. Geralmente aproveitam qualquer brecha pra revelarem suas identidades profissionais, sempre jogam palavrinhas de minhoca ( iscas), sabem que é só falar um “ai”, que logo terão um “oi” como retorno, pessoas são muito comunicativas. Um “oi” é o suficiente pro “SER”, contar toda a sua vida, ele só estava esperando a oportunidade que acabara de receber, coitado do ouvido receptor.rs

Eu não estou me isentando do exibicionismo , seria burrice tentar tal hipocrisia, pois quando sinto orgulho de mim, quero compartilhar o feito. Quando faço algo legal, claro que quero ouvir elogios, e para tal, preciso revelar o feito. Também não vou dizer que nunca chamei um cabeçudo de paraíba, mesmo sabendo que paraíba é nome de estado brasileiro e não um adjetivo. E quem sou eu pra dizer que nunca senti medo ao ver um ser correndo pelas ruas? Muito menos dizer que nunca xinguei de ladrão aquele branquelo do púpito. Também fico abismada quando um amigo ganha rios de dinheiro de uma hora pra outra, a primeira coisa que passa pela cabeça é isso mesmo, o cara foi corrompido, esta na boca! Quanto a políticos, sempre os acho ladrões..rs

Agora, coisa mais difícil do mundo é saber qual a identidade do internauta. Ô povo mentiroso, sô! Já repararam, na net todo mundo tem graduação, tem bom emprego, não anda a pé e mora bem. Sem dizer que, todos parecem modelos. Todos são inteligentes, só escrevem errado porque está na net e “ali” não é feio, nem mico cometer erros ortográficos. Todos tem condições de viajar pelo Brasil, os já viajaram pelo menos uma vez pra outro país. Ah! Também tem aquelas pessoas super compreensivas, que não ficam chateadas, tem também aquelas de família, que amam os pais, que são bos filhos, dos mais prestativos de todos, enfim.. Cambada de mentirosos! É claro que existem pessoas assim, mas a grande maioria que se apresenta como tal, na verdade é o oposto.

A verdadeira identidade não precisa ser esfregada na cara do perito , pois ele sabe observar o dono do RG.
Respeitemos as diferenças, não nos submetamos as eloqüências!

domingo, 14 de setembro de 2008

Erros Desafinados


Domingo legal? Domingão do Faustão? Dia de missa?
Não, não e não! Domingo, dia 14 de setembro de 2008, dia de família Souza.


Ontem , dia 13,foi aniversário do meu querido pai, Srº Roberto. Saimos cedo pois precisavamos comprar algumas coisas, arrumamos a casa juntos, fizemos almoço e tocamos violão. No fim do dia recebemos alguns amigos e comemoramos o dia 13.


Hoje, meu irmão mais velho, Henrique, veio pra cá com o seu filho Yan. Passamos um dia agradável, família quase completa ( faltou a Cristina e o Miguel). Nos divertimos tentando gravar alguns videos. A merda foi que :

Tentamos gravar um video onde o papito, o Henrique e eu tocamos juntos uma música. Pra variar saiu uma titica, o único que acertou foi o velho, pois o Henrique tocava uma coisa ,e eu mais perdida ainda , tocava outra. Do mais foi , no mínimo, divertido.O Henrique desafinava, eu acelerava e nosso pai olhava com cara feia pra gente..hahaha
Mas cada erro foi salvo para ser lembrado mais tarde, um dia acertaremos .hehe
Errar é natural, né? Ainda mais quando não há ensaios...




Mano véio, amo muito você!


Papito, amo muito Tú!


Família... Vcs já sabem! Blá

sábado, 13 de setembro de 2008

Oco


Desde a semana passada estou meio sei lá. Entende? Bom, nem eu...

Só sei que não estou conseguindo me concentrar em nada, esqueci boa parte do que aprendi nas aulas que tive, não preparei a aula que eu dei de supetão. Irresponsável!

Estou pouco me lixando pro que pensam ou falam de mim, se é que sou lembrada e , talvez, comentada. Estou é ficando fula da vida, por culpa única e exclusiva minha, por eu estar passando por esse transtorno existencial. Sei que não estou ofendida com nada e nem ofendi ninguém, até porque nem me pronunciei sobre nada nem ninguém.

Acho que é o tal do "oco", tá faltando alguma coisa aqui, pra mim, em mim. Mas o que? Se eu soubesse, com certeza já estaria correndo atrás, na frente, ao lado. Mas esse maldito "oco", esse vácuo, esse vazio, deixa a sensação de que falta algum sei lá...

Aiii, que agonia! Nem escrever eu estou conseguindo. Poucas são as palavras quando se está passando pelo momento "Oco".

Apenas o silêncio sem pretensões.
Apenas o vazio sem divagações.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Meu Coração Não É de Papel




"Se você pensa que meu coração é de papel,
Não vá pensando pois não é.
Ele é igualzinho ao seu,
E sofre como eu .
Porque fazer chorar assim a quem lhe ama?


Se você pensa em fazer chorar a quem lhe quer,
A quem só pensa em você.
Um dia sentirá,
Que amar é bom demais .
Não jogue o amor ao léu,
Meu coração que não é de papel...


Porque fazer chorar?
Porque fazer sofrer?
Um coração que só lhe quer...
O amor é lindo eu sei,
E todo eu lhe dei.
Você não quis jogou ao léu,
Meu coração que não é de papel"





Música...
Aaah! Tem coisa melhor? Quem é que nunca se identificou com uma música? Música é tão bom, que até em velório tem. Não precisa identificar-se com toda a letra. As vezes só um trechinho é o suficiente para nos emocionar, nos fazer reviver emoções, nos trazer lembranças.



Está letra, acima, conheci a poucos dias, e se eu soubesse que era do Sérgio Reis, nem teria ouvido a música, mas como me foi apresentada sem nome do santo, apenas dito que era cantada por Luisa Possi, então ouvi. Foi paixão a primeira “ouvida”, tiro no alvo, batata! Amei, não que eu esteja triste ou sofrendo por amor, mas como já passei por tal situação( assim como todos passam), me identifiquei.


E cá pra nós, impossível não lembrar de uma desilusão ouvindo essa música.



Meu coração não é de papel!
Genial essa afirmação. As vezes parece mesmo que fazem do nosso coração um pedaço de papel, onde riscam, amassam, rasgam e por fim jogam fora. Corações são descartáveis, pessoas são descartáveis. Tem tanta gente no mundo, né? Pra que se preocupar com um pedaço de papel se na esquina tem um malote de chamequinho? Sejamos irônicos !



Porque hoje em dia o amor é uma coisa banal? Porque o seu amor não tem o valor que você pensa ter ? Simples, se você diz que ama, você não sabe o que está dizendo, porque o amor perdeu o sentido, ninguém mais sabe o que é amar. Pensam que amar é ter piedade, mas piedade não é amor.” Eu não vou dizer que aaaamo, mas vou ficar com fulano porque fulano gosta muito de mim “



Todo mundo diz que o amor é lindo.É lindo porque? Nem sempre é, pois amar também é renunciar , é saber dizer não a aquilo que seus olhos cobiçam, por respeito ao coração que não é de papel . Amor é maturidade de sentimentos, agrupamento de afetos. Não é beleza estética, é doação sem pretensão.



Prefiro não dizer e nem ter que ouvir “Eu te amo”, à ter que pensar : “ É mentira!”
Dou o que tenho de bom pra dar, não o que não me serve mais ou o que finjo ter pra trocar.



Bah, vou ouvir rock! o/

sábado, 6 de setembro de 2008

Genial




Eu na minha insignificância não seria diferente, fins de semana não me inspiram!